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Criança de 12 anos é primeira morte por dengue no Piauí em 2025

A primeira morte por dengue confirmada no Piauí em 2025 foi de uma criança de 12 anos em Nazaré do Piauí, município que fica a 270 km de Teresina. De acordo com a secretaria municipal de Saúde, a vítima foi identificada como Isabelle Felix Evangelista. Ela tinha anemia falciforme.

Foto: CCOM

A vítima morreu no Hospital Tibério Nunes, em Floriano em 28 de fevereiro de 2025. Os dados do boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Piauí (Sesapi) apontam que, desde o início do ano até hoje, foram registrados 1.783 casos prováveis, 840 confirmados, sendo que, desses, seis são casos graves. 

Em 2024, o Piauí registrou 21 óbitos por dengue. Um aumento de mais de 400% em relação ao ano anterior, 2023, quando forma registradas quatro mortes.

Foto: Arquivo Cidadeverde.com

A doença

Segundo o Ministério da Saúde, a dengue é uma doença febril aguda, sistêmica, dinâmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos doentes se recupera, porém, parte deles podem progredir para a morte. A quase totalidade dos óbitos por dengue é evitável e depende, na maioria das vezes, da qualidade da assistência prestada e organização da rede de serviços de saúde.

Todo indivíduo que apresentar febre (39°C a 40°C) de início repentino e apresentar pelo menos duas das seguintes manifestações - dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares e dor atrás dos olhos – deve procurar imediatamente um serviço de saúde, a fim de obter tratamento oportuno.

Segundo orientação do Ministério da Saúde, após o período febril deve-se ficar atento. Com o declínio da febre (entre 3° e o 7° dia do início da doença), sinais de alarme podem estar presentes e marcar o início da piora no indivíduo. Esses sinais indicam o extravasamento de plasma dos vasos sanguíneos e/ou hemorragias, sendo assim caracterizados:  

Sintomas:

  • dor abdominal (dor na barriga) intensa e contínua; 
  • vômitos persistentes; 
  • acúmulo de líquidos em cavidades corporais (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico); 
  • hipotensão postural e/ou lipotímia;
  • letargia e/ou irritabilidade;
  • aumento do tamanho do fígado (hepatomegalia)
  • sangramento de mucosa; 
  • aumento progressivo do hematócrito.

 

Fonte:Cidadeverde

Piauí registra redução de 53% nos casos de dengue em 2025

Nas primeiras seis semanas de 2025, o número de casos prováveis de dengue no Brasil é aproximadamente 60% menor em relação ao mesmo período de 2024. Os dados são do painel de monitoramento das arboviroses do Ministério da Saúde. Em 2025, até o dia 13 de fevereiro, foram registrados 281.049 casos prováveis, contra 698.482 casos no mesmo período do ano passado. O estado do Piauí acompanha o cenário nacional e registra uma redução de 53,6% na comparação entre os dois períodos, passando de 1.015 casos em 2024 para 470 neste ano. O resultado é parte do Plano de Ação para Redução dos Impactos das Arboviroses, lançado pelo Governo Federal em setembro de 2024. 

Foto: Arquivo Cidadeverde.com

“Essa redução substancial do número de casos de dengue no país é um reflexo da mobilização nacional promovida pelo Ministério da Saúde, de forma conjunta com estados e municípios de todo o país, com participação ativa da população. O objetivo do Governo Federal é salvar vidas e proteger a saúde dos cidadãos e, para isso, é fundamental fortalecer as ações de preparação da rede de assistência, mantendo os esforços necessários para evitar adoecimentos”, destaca a ministra Nísia Trindade. 

Para o pesquisador da Fiocruz Brasília, Claudio Maierovitch, “temos as tarefas de sensibilização da população para as atividades de prevenção e de organização da rede de saúde, para que as pessoas tenham acesso fácil, saibam onde e quando procurar, e o que fazer no caso de qualquer sintoma”, disse. 

Entre os estados, 17 registraram redução nos casos prováveis da doença e 10 apresentaram aumento no comparativo entre as seis primeiras semanas epidemiológicas. As maiores reduções foram registradas no Distrito Federal (97%), Rio de Janeiro (91%), Minas Gerais (88%), Amapá (79%) e Paraná (74%). 

Circulação do sorotipo 3 preocupa em São Paulo

Em relação à incidência, os estados que registram o maior número de casos prováveis por 100 mil habitantes são Acre, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. São Paulo é o estado que registra o maior número do país, com 164.463 mil casos prováveis de dengue em 2025 até o momento, o que representa um aumento de aproximadamente 60% em relação ao ano passado. 

“Essa elevação contínua no estado de São Paulo nos preocupa devido a maior presença do sorotipo 3, que não circulava no país há mais de 15 anos. Estamos em estreito diálogo com a secretaria estadual de saúde, conselho de secretarias municipais do estado e secretarias municipais de saúde daqueles municípios com maiores números de casos de dengue, com visitas e apoio técnico”, alerta Rivaldo Venâncio, secretário-adjunto de Vigilância em Saúde e Ambiente. Neste momento, por exemplo, a Força Nacional do SUS mantém equipe em São José do Rio Preto, no interior do estado. 

Na opinião do infectologista e pesquisador da Fiocruz no Rio de Janeiro, André Siqueira, “a prontidão com que a rede assistencial é estruturada e promove o adequado manejo dos casos suspeitos de dengue é o que define se uma epidemia, uma vez instalada, resultará em baixo ou alto número de óbitos”. 

Para o infectologista, há que se reconhecer e saudar as inúmeras iniciativas da ministra Nísia Trindade desde o lançamento do Plano, em 2024. “Ela tem ouvido diversos setores direta e indiretamente envolvidos na gestão da saúde, como governadoras e governadores, prefeitas e prefeitos, Conselho Nacional de Saúde, Conselho Nacional de Secretarias de Estado de Saúde, Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, bem como centrais sindicais, associações e sociedades das diversas categorias profissionais e de especialistas”, disse. 

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), os casos de dengue são registrados em vários países da América. Um alerta para risco de surtos devido à circulação do sorotipo DENV-3 foi emitido pela instituição no início de fevereiro. Segundo a Opas, além do Brasil, o sorotipo 3 da dengue está presente na Argentina, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, México, Nicarágua, Peru e Porto Rico. 

Plano de controle da dengue do Ministério da Saúde

O plano de ação do Governo Federal brasileiro foi construído com base nas evidências científicas mais atualizadas, novas tecnologias e representa um pacto nacional para o enfrentamento a essas doenças. A articulação com estados e municípios - em todas as unidades da federação, além de entidades representativas de diversas categorias profissionais, instituições públicas e privadas da sociedade civil, foram fundamentais para garantir o controle do Aedes aegypti no território nacional. 

De maneira preventiva, o Ministério da Saúde também instalou, em janeiro de 2025, o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) para Dengue e outras Arboviroses, buscando ampliar o monitoramento das arboviroses, orientar a execução de ações voltadas à vigilância epidemiológica, laboratorial, assistencial e o controle de vetores. Por meio do COE, a pasta realiza a Caravana da Saúde, intensificando o controle da dengue pelo Brasil. Em 2025, o Ministério da Saúde já enviou equipes para 22 municípios de 12 estados para aprimorar a assistência à população e reorganizar os serviços de saúde. 

Nesse cenário, a população brasileira também representa importante papel na prevenção da doença, aderindo à campanha “Tem 10 minutinhos? A hora de prevenir contra o contra o Aedes aegypti é agora”, praticando a limpeza adequada dentro das residências. O Ministério da Saúde reitera que 75% dos focos do mosquito estão dentro das residências. Os Agentes de Saúde, que realizam visitas e orientações de casa em casa, também contribuíram para que o resultado fosse alcançado. 

O trabalho dos conselhos de Secretários de Saúde (CONASS) e de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) evidenciaram o esforço nacional para o combate ao mosquito e cuidado com a população. 

Nessa direção, o Ministério da Saúde reforça, ainda, o envio de insumos aos entes federados como larvicidas, inseticidas e testes rápidos para diagnóstico de dengue, além da implantação de outras tecnologias para controle do mosquito Aedes aegypti, como Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), monitoramento entomológico por ovitrampas, Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) e inseto estéril por irradiação. 

Em janeiro de 2025, o Ministério da Saúde anunciou a distribuição de 6,5 milhões de testes rápidos inéditos para dengue. Todos os estados brasileiros já receberam os insumos que, agora, seguem para os municípios. É a primeira vez que a pasta envia esse tipo de teste para detectar a dengue. A iniciativa vai ampliar a identificação precoce dos casos, especialmente em municípios distantes e com acesso limitado a serviços laboratoriais. O investimento nesse tipo de teste somou mais de R$ 17,3 milhões. 

 

Fonte:Por Ministério da Saúde

Covid-19: saiba como fica vacinação de grupos prioritários no calendário anual

O Ministério da Saúde atualizou a estratégia de vacinação contra a covid-19 e a inclusão de idosos e gestantes no Calendário Nacional de Vacinação está entre as principais novidades. As grávidas deverão ser imunizadas com uma dose a cada gestação e os idosos receberão uma dose a cada seis meses.

Além disso, o esquema vacinal primário para crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade, que já constava do calendário anual, passará a ser com três doses da vacina da Pfizer. Ainda, o governo incluirá o imunizante da Zalika Farmacêutica no Programa Nacional de Imunizações (PNI), para pessoas com mais de 12 anos.

As novas orientações já foram enviadas para as secretarias de Saúde de todos os estados e do Distrito Federal. O informe técnico com as atualizações foi publicado nesta semana na página do Ministério da Saúde.

Grupos prioritários

Além da vacinação de rotina das crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade, idosos com 60 anos ou mais e gestantes, o Ministério da Saúde vacina outros grupos especiais, periodicamente, em qualquer sala de vacina.

São eles:

  • Pessoas imunocomprometidas;
  • Pessoas vivendo em instituições de longa permanência;
  • Indígenas vivendo fora e em terra indígena;
  • Ribeirinhos;
  • Quilombolas;
  • Puérperas;
  • Trabalhadores da saúde;
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Pessoas com comorbidades;
  • Pessoas privadas de liberdade;
  • Funcionários do sistema de privação de liberdade;
  • Adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas;
  • Pessoas em situação de rua.

A recomendação é de uma dose a cada seis meses para imunocomprometidos e a cada ano para os demais grupos, independentemente do número de doses prévias de vacinas contra covid-19.

Imunizantes

Os imunizantes em uso na rede pública do Brasil são a Spikevax, da Moderna; a Comirnaty, da Pfizer; e a vacina da Zalika Farmacêutica. A indicação para cada uma depende da idade e do histórico de vacinação prévia do indivíduo, bem como do estoque disponível.

A vacina da Zalika, segundo o Ministério da Saúde, tem vantagens logísticas como o alto prazo de validade e a facilidade para o transporte e armazenamento, já que pode ser conservada em temperatura entre 2°C e 8°C. Ela será utilizada no Brasil para indivíduos com 12 anos ou mais, faixa etária aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Já os imunizantes da Pfizer e Moderna estão liberados para toda a população a partir dos 6 meses de idade.

De acordo com a pasta, para as crianças com menos de 12 anos, será distribuída a vacina da Pfizer. As crianças que iniciarem o esquema com essa vacina deverão receber três doses do imunizante, com intervalos de quatro semanas entre a primeira e a segunda dose; e de oito semanas entre a segunda e terceira dose.

Já as crianças que iniciaram o esquema com a vacina da Moderna devem concluir o esquema de duas doses com esse mesmo imunizante, com intervalo de quatro semanas entre a primeira e a segunda dose.

 

 

Fonte As informações são da Agência Brasil

 
 

Piauí recebe mais de 10 mil testes rápidos para dengue

A Secretaria Estadual de Saúde do Piauí (Sesapi) recebeu, nessa quarta-feira (29), um total de 10.475 testes rápidos para o diagnóstico da dengue. A remessa, enviada, pelo Ministério da Saúde, tem como objetivo reforçar a detecção precoce da doença, especialmente em áreas com dificuldade de acesso a serviços laboratoriais.

Foto: Ascom/Sesapi

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2024 o estado registrou mais de 15 mil casos notificados de dengue e 10 mil confirmados. Os testes serão destinados às regionais de saúde dos municípios prioritários, seguindo critérios definidos pelo Coordenação de Epidemiologia da Sesapi. Esses critérios levam em consideração o número de notificações de casos suspeitos em cada localidade durante as semanas epidemiológicas de 2024.

A Coordenação de Epidemiologia da Sesapi levantou 66 municípios de alto risco de infestação no Piauí, baseado nos dados disponibilizados em 2024.

Os testes rápidos não fecham diagnóstico. O material recolhido é enviado em seguida para o Lacen e submetido a uma contraprova. A coordenadora de Epidemiologia da Sesapi, Amélia Costa, enfatiza que a novidade será um reforço nas estratégias de combate à dengue, complementando o trabalho de controle do vetor e as ações de vacinação.

“Também encaminharemos testes para os núcleos hospitalares pelo interior do estado, como em Picos, Parnaíba, Floriano e Corrente e os 16 situados em Teresina. Nossa avaliação segue diariamente para saber a necessidade dos municípios”, disse a coordenadora.

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza outros dois métodos para identificação da dengue: o teste de biologia molecular e o teste sorológico, ambos realizados nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen). Com a chegada do teste rápido, a população terá uma alternativa mais acessível, já que ele estará disponível nas Unidades Básicas de Saúde conforme a gestão municipal.

O teste NS1 é um ensaio rápido que utiliza sangue total, soro ou plasma para detecção qualitativa do antígeno NS1, contribuindo para o diagnóstico ágil de infecções. Segundo Amélia Costa, é fundamental que os municípios sigam os protocolos de coleta e envio de amostras para análise laboratorial, garantindo o monitoramento adequado da circulação dos sorotipos do vírus no estado.

A distribuição e uso dos testes rápidos refletem o compromisso da Sesapi em intensificar o combate à dengue no Piauí, fortalecendo a capacidade de resposta diante de possíveis aumentos de casos.

 

Fonte:Cidadeverde

Sesapi recomenda que municípios mantenha UBS abertas nas festas de fim de ano

A Secretaria da Saúde (Sesapi) publicou ofício circular recomendando aos gestores municipais de saúde que mantenham as Unidades Básicas de Saúde (UBS) em funcionamento durante o recesso de fim de ano.

Foto: Renato Andrade / Cidadeverde.com

O documento sugere às Secretarias Municipais de Saúde que seja feita escala de revezamento da equipe e demais trabalhadores, que permita a continuidade do horário de funcionamento dos serviços ofertados pelas equipes de Estratégia da Saúde da Família e não comprometa o acesso dos usuários às ações e serviços públicos de saúde.

"O cumprimento do horário das equipes de saúde nas Unidades Básicas de Saúde, durante o recesso no fim do ano, é de extrema importância para garantir a continuidade do cuidado em saúde da população", diz o documento, assinado pelo secretário de Saúde, Antônio Luiz Soares.

A Atenção Primária à Saúde funciona como porta de entrada preferencial para acesso aos usuários no Sistema Único de Saúde (UBS) no âmbito municipal.

 

Fonte:Cidade Verde



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